Poesiacidental 2
Me chamam de homem Caranguejo
um Caranguejo meio que revoado
sou um crustáceo antenado no que vejo
o futuro de um presente passado.
No mangue encontra-se o refúgio
e a necessidade o recolhe a maloca
mas findada a reclusão sem subterfúgio
empiricamente o caranguejo sai da toca.
O sinistro ocorre para provar
que o decápodo deve ter mais cuidado
e assim como a fênix renasce do fogo
o caranguejo resurge recuperado.
Adriano(Caranguejo) Xavier."
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